Em mesa redonda, GPP apresenta ao FIDA oportunidades para digitalização em áreas rurais


Na última quinta-feira (21/7), Rodrigo Maule, coordenador-executivo do GPP, participou da mesa “Oportunidades para acelerar a digitalização do setor agrícola nos países do Mercosul e Chile”, a convite do FIDA (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola). O fundo lidera um processo de consulta regional com o objetivo de estabelecer um Plano de Ação para promover a digitalização do setor agrícola na América Latina e no Caribe e, com este intuito, vem organizando mesas redondas com especialistas para o intercâmbio de informações, ideias e propostas.


Em sua apresentação, Maule destacou pesquisas do GPP sobre a temática. “Estamos desenvolvendo estudos e temos constatado, na dinâmica rural, a ocorrência de um cenário de desativação da produção nas pequenas propriedades, fruto da interação desses três elementos: assimetrias de escala – que reduz a competitividade em termos de custos e comercialização; acesso a financiamentos; e acesso à tecnologia. Os caminhos que essas pequenas propriedades seguem são: verticalização, busca por outras rendas, desativação previdenciária ou vulnerabilização social. A tecnologia digital pode ser uma peça fundamental para minimizar esses impactos”, avaliou.


Maule sublinhou ainda a necessidade de educação dos produtores para o uso das ferramentas digitais e o papel da ATER (Assistência Técnica e Extensão Rural) nesse processo: “É importante trabalhar o estágio digital dos agricultores, de acordo com a demanda de cada perfil, direcionando as ferramentas adequadas e proporcionando a condição de uso dessas ferramentas. Entendo que esse papel deve ser suprido pela ATER, que também precisa ser preparada para essa função”, disse.


Em 2021, o FIDA financiou o estudo “Conectividade rural e inclusão digital como estratégias de democratização do ATER: oportunidades para o Brasil e Peru”, executado pelo GPP. A pesquisa buscou avaliar os desafios e oportunidades de ferramentas digitais para democratizar o acesso à ATER nas áreas rurais do Brasil e do Peru. Leia mais.