Sobre

O Grupo de Políticas Públicas (GPP) é vinculado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP. Acumula experiência, desde 2000, em projetos de análise territorial, avaliação, proposição e monitoramento de políticas públicas voltadas à interface agricultura, meio ambiente e sociedade. A dinâmica de análise multidisciplinar dessa interface, designada “análise territorial”, é a grande identidade do GPP. O Grupo tem por missão estabelecer relação e sinergia entre universidade, sociedade civil e poder público. 

 

O GPP trabalha em parceria com governos, instituições privadas, ONGs e organismos de cooperação nacionais e internacionais. Em seu portfólio, reúne dezenas de projetos realizados e em implementação. 
 

Foto aérea do campo de colheita
NOSSA COMPREENSÃO SOBRE ANÁLISE TERRITORIAL

O GPP compreende que qualquer dinâmica da realidade rural envolve uma grande quantidade de componentes que operam em diferentes escalas. A relação espacial explícita é imprescindível para comparar todas as escalas de manifestação da realidade física da agricultura. Isso faz com que a representação da realidade rural seja preferencialmente feita através de simplificações ou modelos, principalmente quando o foco da análise tem dimensões continentais como o Brasil. 

Os modelos devem contemplar vários componentes e representações efetuadas em diferentes escalas, que transitam do individual ao coletivo, do local ao regional, ou vice-versa. As múltiplas escalas envolvidas fazem com que apareçam relações não lineares entre elas, atribuindo complexidade à lógica da “análise territorial”.

 

O trabalho do GPP na implementação da Análise Territorial visando à Modelagem de Políticas Públicas possui uma abordagem da realidade rural que considera e requer múltiplas temáticas, disciplinas e escalas, uma infinidade de componentes e o desenvolvimento de métodos complexos para lidar com esse conjunto de informações em um ambiente de análise espacialmente explícito. Ao mesmo tempo,  considera e acolhe as especificidades da gestão pública com suas características, como disponibilidade orçamentária, capacidade técnica e de recursos humanos, impacto das decisões nas diferentes escalas e nos diferentes horizontes de curto e longo prazo, harmonização de interesses de grupos sociais distintos e mitigação de conflitos. 

 

Nesse sentido, as metodologias e produtos gerados através da Análise Territorial visando à Modelagem de Políticas Públicas têm receptividade por gestores que demandam uma base factual organizada que gere respostas adequadas em diferentes escalas e horizontes temporais, como subsídio à própria tomada de decisão.

Equipe

COORDENADORES

 

PESQUISADORES

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Pedro Coutinho

Engenheiro Agrônomo pela (Esalq/USP). Atua em projetos voltados ao desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao meio rural. Possui experiência em geoprocessamento, modelagem espacial e análises estatística de dados.

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Rodnei Rizzo

Pós-doutorando pela Esalq-USP, Engenheiro Agrônomo, Mestre (Solos e Nutrição de Plantas) e Doutor (Ecologia Aplicada), (USP). No setor privado, atuou como Analista de Geoprocessamento Sênior, desenvolvendo projetos de prospecção de terras para implantação de culturas bioenergéticas.

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Rogério de Souza Nóia Júnior

Engenheiro Agrônomo (UFES), Mestre em Engenharia de Sistemas Agrícolas (Esalq/USP). Foi pesquisador em agrometeorologia na Universidade da Flórida. Doutorando em modelagem de sistemas agrícolas pela Universidade Técnica de Munique. Experiência com variabilidade climática e eventos extremos sobre a produção agrícola brasileira e mundial.

LATTES

PESQUISADORES COLABORADORES

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José Lucas Safanelli

Engenheiro Agrônomo (UFSC), Doutor em Agronomia (ESALQ/USP). Tem experiência na aplicação de geotecnologias e ciência de dados em estudos de agricultura e ambiente. Atua em projetos de mapeamento, modelagem e monitoramento agrícola.

LATTES

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Richard Torsiano

Especialista e mestre em cadastro multifinalitário, ordenamento territorial e avaliações de imóveis (Universidad de Jaen/Espanha). Foi Diretor de Ordenamento Fundiário do INCRA por dez anos, com experiência no poder executivo federal, estadual e poder judiciário, professor da Escola Nacional da Magistratura, consultor da FAO/ONU e Banco Mundial. Atua em governança e administração de terras, gestão fundiária, cadastro e registro de imóveis.

LATTES

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Verônica Marques Alves

Engenheira Agrônoma, mestre em Agronomia (ESALQ/USP), Doutoranda em Agronomia (ESALQ/USP). Pesquisadora em geoprocessamento no planejamento de uso da terra na relação entre a transições de uso e cobertura do solo e taxas de perda por processos erosivos. No GPP atua na comunicação e relações públicas.

LATTES

 

Parceiros

 

Histórico

Pouco antes do início da década de 2000, um grupo de agrônomos pesquisadores vinculados ao Departamento de Ciência do Solo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP, coordenado pelo Dr. Gerd Sparovek foi formado para atender a uma demanda do governo federal em torno do desenvolvimento de ferramentas que auxiliassem a avaliação de terras sob o ponto de vista do meio físico. Esse projeto exigiu grande interação com diversas instituições públicas e ampliou o conhecimento do grupo sobre necessidades concretas deste setor, abrindo oportunidades para o desenvolvimento de estudos que fornecessem respaldo técnico e científico para a formulação de políticas públicas voltadas ao meio rural.

 

A partir dos conhecimentos tradicionais da pedologia, mapeamento, avaliação e planejamento do uso de terras, aliados às incipientes geotecnologias (Sistemas de Informações Geográficas, Global Position System, geoprocessamento e sensoriamento remoto), fundamentais para o projeto inicial, o grupo foi desenvolvendo gradativamente habilidades para conduzir pesquisas de abrangência nacional para o meio rural, abordando questões de políticas públicas com base na análise de dados sob perspectiva de sua distribuição espacial e padrões geográficos. Daí nasce o GPP ou Grupo de Políticas Públicas da Esalq-USP.

 

A origem do grupo na agronomia e pedologia deu protagonismo à organização de dados do meio físico, que evoluiu para o entendimento de seus efeitos na ocupação da terra e que, por sua vez, levou ao esforço de incluir nas análises todo um universo de variáveis e temáticas ambientais, econômicas e sociais, sem as quais a compreensão do processo de ocupação do território, de produção agropecuária e de exploração dos recursos naturais seria muito limitada. Esse caminho de migração dos processos relacionados ao meio físico para os processos econômicos e sociais posicionou o grupo em um perfil que aborda, interfaces entre meio ambiente e agricultura, agricultura e sociedade, processos físicos e socioeconômicos, espacialmente representadas. A dinâmica de análise das interfaces que surgem do contato homem-natureza assumiu perfil multidisciplinar, sendo designada “análise territorial”, grande área de atuação do GPP.

 

Dada a riqueza de possibilidades que esse enfoque revelou, a atuação do grupo evoluiu e novos projetos utilizando a análise territorial passaram a ser demandados. Em 2016, ainda sob a coordenação do Dr. Gerd Sparovek, o GPP foi vinculado à diretoria da ESALQ com a missão de estabelecer contato entre universidade, sociedade civil e poder público. A partir desse vínculo, mais projetos foram incorporados e o GPP ganhou dimensão institucional. Em meados de 2019, o grupo passou a ser coordenado pelo Dr. Durval Dourado Neto e atualmente conta com dezenas de projetos já realizados ou em andamento, em atendimento a diferentes demandas governamentais e de organismos de cooperação internacional. O GPP também trabalha em parceria com instituições privadas e ONGs.

 

Para suporte às modelagens espaciais complexas exigidas nos projetos, o GPP conta com uma rede de parceiros, dentre os quais se destaca o Laboratório de Geoprocessamento (GeoLab) da Esalq-USP, que compartilha a mesma origem do GPP, no Departamento de Ciência do Solo, e que hoje atua como principal apoio à operacionalização de bases de dados geoespaciais e à produção de material científico, que embasam os projetos sob responsabilidade do GPP.