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Nova publicação discute reflexos da inserção da pecuária no mercado externo

Atualizado: 25 de set. de 2023


Capa da publicação A conjuntura da pecuária brasileira.

Quais são as mudanças atuais e projetadas na cadeia de produção animal de carne bovina diante de uma conjuntura cada vez mais globalizada do setor agropecuário? Esse é o questionamento central da nova publicação do GPP, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Trade, Development & The Environment Hub e TEEB Agricultura & Alimentos (TEEBAgriFood).


Intitulado “A Conjuntura da Pecuária Brasileira”, o material discute, especialmente do ponto de vista social e ambiental, os principais desdobramentos do cenário de maior inserção da pecuária brasileira no mercado externo e modelos alternativos ao pacote tecnológico da intensificação da pecuária, que se adequem a diversas regiões do país e promovam ganhos econômicos, ambientais e sociais.


“A dimensão social da pecuária é um aspecto essencial para a compreensão das dinâmicas da cadeia da bovinocultura de corte no Brasil e identificação de oportunidades e riscos, especialmente frente ao aumento da demanda no mercado externo. Os cenários futuros da pecuária estão no centro não apenas das agendas de ordem econômica e ambiental no país e no mundo, como também são peças-chaves para o entendimento e promoção do desenvolvimento rural sustentável e inclusivo”, afirma o documento.


Do ponto de vista social, identifica-se que a intensificação produtiva é via para uma minoria de pequenos, médios ou grandes produtores. Especialmente para os pequenos são necessárias políticas públicas e ações do setor privado. O caminho da intensificação tende a gerar concentração produtiva e exclusão de produtores da atividade. Há, entretanto, uma tendência de continuidade de médio e longo prazo da pecuária de baixa produtividade (resiliência), devido a peculiaridades da cadeia. O documento aponta ainda que não há estratégia de desenvolvimento rural alternativo para esses produtores resilientes de pequena escala. Também afirma que a desigualdade na pecuária brasileira tem efeitos contraditórios para o setor, pois ao mesmo tempo que favorece a concentração econômica em um número muito reduzido de produtores com rápido potencial de responder ao aumento na demanda com compliance socioambiental, pode comprometer a eficiência e a sustentabilidade da atividade, caso as políticas públicas não sejam adequadamente focalizadas para um contingente grande de estabelecimentos, que mantêm sistemas produtivos com externalidades negativas.


Já do ponto de vista ambiental, o documento aponta que as mudanças nos sistemas produtivos rumo à intensificação não necessariamente garantem a redução de emissões de gases de efeito estufa e que a estratégia de monitoramento e avaliação de emissões no Brasil precisa ser aprimorada, contemplando principalmente a variabilidade do território. Por fim, alerta que ações que parecem reduzir emissões podem gerar efeito contrário ou possíveis externalidades sociais negativas.



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