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Estudo sobre desertos alimentares é apresentado por pesquisador do GPP em Brasília

O pesquisador do GPP Sergio Paganini Martins apresentou a metodologia e os resultados preliminares do estudo "Mapeamento de desertos alimentares: acesso à alimentação saudável" no I Encontro da Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional nas Cidades - Alimenta Cidades, que ocorreu em Brasília, nos dias 14 e 15 de maio. O estudo é uma iniciativa da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (Sesan/MDS), que vem sendo conduzido pelo GPP, em parceria com os pesquisadores Mariana Giannotti (LabGeo - Escola Politécnica da USP) e Gabriel Caldeira (Centro de Estudos das Metrópoles  - CEM), com apoio do IICA.


"Estamos diante de um cenário com questões cada vez mais complexas que envolvem a Segurança Alimentar e Nutricional e precisamos ter instrumentos que direcionem cada vez mais a ação. E esse é o nosso intuito ao desenvolver esse trabalho”, afirmou Sergio Paganini ao iniciar a apresentação. 


Voltado para subsidiar ações e políticas públicas de SAN no Brasil, o estudo busca atualizar o mapeamento de desertos alimentares, uma iniciativa pioneira da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) de 2018, e dar um passo à frente, incorporando o conceito de acesso na metodologia. A expectativa é que os mapas contribuam para diagnósticos rápidos e geograficamente orientados da oferta de alimentos saudáveis e Equipamentos de Segurança Alimentar e Nutricional (EQSAN), fornecendo ferramentas para a priorização territorial das políticas de SAN. 


Desertos alimentares são áreas geográficas onde o acesso à alimentação saudável é mais restrito e impacta as condições de saúde da população (como problemas de insegurança alimentar, obesidade, doenças crônicas). O estudo foi construído em  quatro etapas: 1) Identificação de estabelecimentos que ofertam alimentos para a população; 2) Classificação dos estabelecimentos com base no tipo de oferta de alimentos (in natura, misto/in natura, misto/processados, ultraprocessados); 3) Geolocalização desses estabelecimentos; 4) Cruzamento com dados populacionais dos setores censitários onde esses estabelecimentos estão localizados. 


“Essas etapas foram fundamentais para se fazer o cálculo do acesso a alimentos saudáveis, considerando a realidade das cidades ou como se daria esse acesso a pé por um tempo máximo de 15 minutos. Ou seja, quantos estabelecimentos essas pessoas seriam capazes de alcançar nesse intervalo de tempo”, explicou Paganini. 


Os resultados da pesquisa contribuem com a Sesan/MDS, que tem o compromisso de propor e coordenar  a Estratégia Alimenta Cidades, em colaboração com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Ministério das Cidades (MCID), no âmbito da Caisan.


Os mapas de desertos estão disponíveis na plataforma Rede para o Desenvolvimento Urbano Sustentável (ReDUS - Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional nas Cidades - ReDUS), que apoia a SESAN na disponibilização de materiais de apoio e promoção de diálogo entre os participantes da iniciativa. 




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